segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Há um futuro para os meios tradicionais de ensino ?


Quando, em meados da década de 90, a Internet se globalizou, muitos foram os que previram o rápido desaparecimento dos meios mais tradicionais ( papel , livros, suportes, cds, etc). Tratava-se de simplificar e universalizar o acesso a toda a gente de meios que. de outra forma se revesteriam de acesso restrito. O que se tem verificado é que, ao longo destes anos, com o incremento da Internet o recurso aos suportes mais tradicionais não só não desapareceram como se afiguraram necessários face às fragilidades dos sistemas informáticos, fragilidade comprovada em todo o Mundo. Mesmo nos Estados Unidos, o país com maior dependência dos recursos online, tem-se verificado um reinvestimento em meios tradicionais em face da permeabilidade dos sistemas informáticos.
Serve esta introdução para lançar o mote para esta breve reflexão sobre a eventual substituição dos meios tradicionais de ensino da Lingua estrangeira; o manual , a gramática e a própria sala de aula pelos novos recursos, tais como os ePortefolios, os blogues, wikis , etc..



Convém talvez referir que nos dias de hoje os meios online se afiguram inidispensáveis e enriquecedores da experiência de aprendizagem nomeadamente no ensino da língua estrangeira. Não só pelo apelo natural junto dos jovens mas também pela versatilidade e rapidez de consulta. A possibilidade de edição sem limites do trabalho em conjunto facilita igualmente a utilização dos meios online e constitui um dos principais traços apelativos para a utilização destes meios.



No entanto, afigura-se pouco provável que alguns elementos tradicionais possam simplesmente desaparecer visto que constituem ainda um factor indispensável à implementação de determinadas práticas lectivas . A sala de aula constitui, assim, um espaço especial de partilha de aprendizagens "reais" que a Internet não pode proporcionar (apesar dos inegáveis benefícios das conferências online e outro tipo de recursos semelhantes) A oralidade, por exemplo, ganha uma dimensão realista mais evidente e funciona melhor se estivermos perante o interlocutor, pois a experiência reveste-se de maior autenticidade.


A consulta de uma gramática ou de dicionários constitui ainda um recurso essencial de qualquer aluno de língua estrangeira, apesar dos já significativos recursos on line neste domínio. Um dos factores associados a este facto deve-se à fragilidade e dependência dos suportes electrônicosno sentido em que muitos destes recursos exigem subscrições nem sempre possíveis de realizar, e, alguns deles pura e simplesmente não são fiáveisdo ponto de vista científico. Com o advento de mais pressões por parte de editoras e companhias associadas para limitar o acesso a este tipo de recursos mais pertinente se afigura a necessidade de manter alguns dos recursos mais tradicionais.



Por conseguinte a conjugação de certos aspectos da sala de aula tradicionalcom a introduçaõ das novas tecnologias pode traduzir-se como a solução mais eficaz a breve trecho. Com a monitorização do professor poder-se-á favorece uma ambientação de aprendizagem mais efectiva, desde que, certas condições sejam preenchidas. Por exemplo, é difícil imaginar que, com o adventos das novas tecnlogias se insista nas turmas de Lingua estrangeira com 30 alunos enfiados num espaço exíguo, o que sempre se traduziu numa dificuldade acrecida para levar a cabo uma aprendizagem real de uma língua estrangeira.



O que será necessário fazer será dotar a sala de aula com os meios e recursos necessários a um maior estímulo dos alunos pela aprendizagem. e isso implica necessariamente a introdução dos meios electrónicos já referidos, em ambiente propício e num contexto criativo e estimulante para os alunos. Certamente que, a introdução dos Power Points nas sala de aula representa um avanço no sentido de disponibilizar meios mais eficientes no ensino. Mas o que efectivamente terá que ser realizado é o desenvolvimento de ambientes em rede, através dos quais, quer Professores quer alunos possam explorar e consolidar aprendizagens que se traduzam em ganhos reais em termos de valorização de conhecimentos.


Assim será provavelmente lógico pensar que os meios tradicionais possam ser , eles próprios mais valorizados e rentabilizados quanto mais eficiente for a inovação levada a cabo no ensino da língua estrangeira, uma vez que, a conjugação eficaz dos vários métodos levará ao inevitável apuramento do sistema eliminando o que for dispensável.


Não é mais possível ignorar a preemente necessidade de adequar o espaço do ensino aos recursos proporcionados pelas novas tecnologias,com todos os benefícios que tais inovações acarretarão quer para os aluns quer para os professores. De igual modo isso deverá implicar uma gestão do espaço mais racional e, certamente, mais rentável em termos de ensino, onde alguns dos problemas que hoje afectam o ensino no espaço da sala de aula, não poderão mais ter lugar

segunda-feira, 30 de novembro de 2009











A utilização das ferramentas Online






A utilização de ferramentas online constitui por si mesmo um desafio para todos os educadores e para qualquer pessoa que tenha que lidar, de alguma forma, com aspectos ligados à educação, Claro está que, no contexto actual a utilização dessas ferramentas está obviamente condicionada pelas características particulares do nosso ensino. Efectivamente desde há muitos anos que a maior parte das nossas escolas se vê a braços com um modelo de ensino que se quis reformar a partir de um enquadramento desadequado, desorganizado e bastante ineficaz. Com o advento das novas tecnologias estas fragilidades ficaram exposta de forma mais evidente. É difícil imaginar que um sistema que funciona na base do modelo do tempo da Revolução Industrial se possa adaptar com eficácia aos novos desafios e exigências de uma sociedade tecnológica.




Naturalmente que o ensino da língua estrangeira pode beneficiar imenso destes novos recursos e potenciar novos modelos de aprendizagem. A questão está em compatibilizar o modelo vigente, pesado e extremamente burocrático com a versatilidade que associamos à Internet. A verdade é que deveríamos dispor de salas de aula especificamente adequadas ao ensino da lingua estrangeira com grupos relativamente pequenos e com computadores com ligação à Internet de forma a explorar não só os blogues, os wikis, etc, mas igualmente os vários recursos que vários sites on line nos proporcionam.




Creio que, num futuro próximo, o ensino da língua estrangeira terá que necessariamente sofrer profundas alterações. Considerando as características no caso do ensino do Inglês dever-se-á questionar este modelo actual que, é no mínimo imcompatível com uma utilização plena dos recursos online. Se considermos o tamanho das turmas ( sobretudo no caso do ensino básico)- e, sem falar de todos os problemas operacionais que sempre causaram-, veremos que só muito excepcionalmente poderemos sistematizar um modelo de ensino com recurso frequente aos meios online. Consideremos também os conteúdos programáticos do ensino do Inglês nos primeiros níveis. Claro que nesse caso a utilização da Internet pode ser bastante profícua. Obviamente que estamos perante imensas dificuldades se nos lembrarmos das turmas bastante desniveladas, tendo em conta que, a implementação de recursostão dinâmicos e criativos como os blogues ou os wikis pressupôe um conhecimento mínimo da lingua de comunicação. Deveremos pois, ponderar, antes de mais, a restruturação do ensino do Inglês face às imensas possibilidades oferecidas pela internet Oportunidades que não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar, sem corrermos o risco fatal de comprometer seriamente o futuro do ensino.


Obviamente que a utilização da Internet pode, também, constituir um desafio para os docentes. Enquanto que, no modelo tradicional trabalhávamos com materiais previamente definidos e orientados para um certo fim, o trabalho na Net coloca-nos o desafio de lidar com recursos com uma dinâmica própria que pode fugir ao controlo do professor. Com efeito, ao trabalhar na Net a fluidez da comunicação lança-nos o desafio de conseguir adequar os meios aos objectivos, tendo em conta que trabalhamos com alunos, essencialmente jovens com práctica da utilização de recursos on-line. Mas creio que é este desafio que todo o docente deve estar disposto a abraçar. Pessoalmente gosto das tecnologias e dos desafios que as mesmas colocam, mas tenho consci~encia que, nesta fase, muitos Professores ainda encaram com desconfiança a utilização dos maeios electrónicos. receios que, por vezes, tem alguma justificação. Talvez venha a propósito convocar aqui vários aspectos potencialmente positivos e negativos realtivamente à utilização dos recursos online que devemos considerar;


Em relação aos aspectos positivos salienta-se a variedade da informação, a possibilidade de actualização constante, o ambiente multimédia, a diversidade de material, a possibilidade de interagir ao seu próprio ritmo, o fomento da aprendizagem continuada e o acesso a textos em construção. Como pontos negativos salienta-se o excesso de informação e a dificuldade em gerir a mesma, a necessidade de actualização quase permanente de software. O domínio de ferramentas específicas nem sempre acessíveis, a fiabilidade de alguma informação e a volatilidade da mesma, além da qualidade nem sempre adequada dos materiais e ainda a possibilidade de dispersão.




Convém, no entanto, salientar que todos estes aspectos sofrerão num futuro próximo uma evolução inevitável. À medida que as novas tecnologias evoluem é-nos impossível prever como serão os novos meios que essa evolução nos trará. Creio que, em termos da metodologia de ensino - aprendizagem da língua estrangeira, as vantagens são inegáveis. Além disso, creio que, a breve prazo, todas as actividades relativas ao ensino ou a quaisquer outras áreas dependerão, em grande parte da Internet. Assim sendo, tudo isto me leva a considerar inevitável repensar todo o modelo vigente, sem o que, nos arriscamos a perpetuar uma metodologia obsoleta e, cada vez mais ineficaz. Perder a corrida da inovação tecnlógica não significará apenas ter menos oportunidades, mas sim desperdiçar todo o potencial de professores e alunos e comprometer seriamente o futuro.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Os blogues como recurso de aprendizagem da língua estrangeira.


Neste breve reflexão procurarei abordar alguns dos temas focados nos blogues selecionados para este trabalho, tendo em conta a pertinência das diversas observações, no que diz respeito à utilização dos blogues no ensino do Inglês como língua estrangeira.

Um dos desafios mais interessantes no ensino da lingua estrangeira, nomeadamente do Inglês, prende-se com as inúmeras possibilidades de exploração de recursos on line. Efectivamente, a utilização de tais recursos não só possibilta o acesso a múltiplas e variadas formas de contacto com a língua mas também com toda a envolvência socio- cultural em que a mesma se insere.
Obviamente que, hoje em dia, a inserção dos meios on line na sala de aula afigura-se bastante limitada, face às características que ainda se mantém no ensino da disciplina. Com efeito, o espaço da sala de aula não se afigura como o ideal para a exploração em pleno de tais recursos face ao enquadramento da disciplina no nosso ensino. Para tal precisariamos de cconsiderar o ensino da língua estrangeira como especifico e deste modo, atribuir-lhe um espaço de exploração próprio- isto é-, turmas pequenas, com espaços especializados, onde professores e alunos pudessem descobrir e partilhar algumas das potencialidades do trabalho on line, com computadores em rede na sala de aula.

Passando aos texto, começo pelo texto de Barbara Schroeder que evoca a pertinência dos blogues, enquanto instrumentos diversificadores das aprendizagens. A ideia de transpor a experiência do dia a dia em registo de diário no blogue poderá efectivamente, optimizar potencialidades assente na possibilidade de construção e edição permanente com o feed back do professor. A natureza " construtivista" de que a autora fala traduz, assim, um meio de comunicar, organizar e refectir, ou seja, na prática a troca de experiências onde a aquisição da língua resulta da flexibilidade e potencialidade da utilização dos blogues em diversa actividades. Uma das vantagens óbvias é que estas actividades podem envolver vários actores do processo ensino-aprendizagem, servindo vários propósitos, como, de resto, salienta também Susan Jinks;
"Blogs in the classroom can serve at least four basic functions: classroom management, collaboration, discussion,
and student portfolios. Teachers can use the blog as a form of communication with students and
parents. The comment feature makes blogging a forum through which students can communicate and
collaborate. This can be done from the perspective of the whole-class, within smaller groups or individuals.
Students can also use the blog as a means of communicating with children at other schools or even in different
countries. The blog can serve as a discussion forum, open to all Internet users, or limited to the students in one
class. Individual student blogs provide an ongoing portfolio of that student’s work because each entry is dated
and placed in chronological order"



Uma das linhas de força dos diversos autores liga-se ao incremento da exploração de ideias, ao mesmo tempo, fomentando o hábito da pesquisa através do intercâmbio permanente e da troca de perspectivas sobre as mais diversas temáticas.

No texto de A.P. Davies destaca-se ainda o aspecto da possível cooperação entre falantes nativos e alnuos de Inglês como segunda língua. Esse pode constituir um excelente meio de promover novas aprendizagens, ao mesmo tempo desenvolvendo a interacção dentro e fora da sala de aula. Podemos talvez perspectivar que o mesmo procedimento entre falantes nativos e alunos de Inglês como língua estrangeira poderá produzir resultados igualmente positivos.

Muitos outras actividades poderão ser implementadas ao nível da aprendizagem da língua Inglesa e do desenvolvimento das respectivas competências. O ensaio de Anne P. Davies refere, concretamente, a possibilidade de um blogue de aprendizagem de expressões idiomáticas. Pode- se, por exemplo, ponderar um trabalho sobre os phrasal verbs , no qual os alunos apresentarão e trocarão impressões sobre o resultado do seu trabalho. Isto poderá constituir um estímulo óbvio, tendo em conta que, a maioria dos alunos estão familiarizados com a utilização da Internet.

Tal com vimos em relação aos textos já citados, Stephan Dawnes, acentua a possibilidade de os alunos opinarem num contexto criativo,- tal como refere Sandy Evans no video de introdução da tarefa-, sem restrições e, sobretudo num contexto de autonomia " Blogs give students ownership over their own learning and an authentic voice". Este parece-me ser um argumento bastante válido, devido ao o facto de os alunos gostarem sempre de exprimir os seus pontos de vista, sobre sobre os mais variados assuntos, sendo que, os blogues abrem novos caminhos nesse sentido.

Stephan Downes refere, por exemplo, que o blogue, embora seja muitas vezes visto como uma espécie de "diário pessoal", tem a vantagem de abrir as possibilidades de exploração pessoal em vários domínios, por parte de docentes e alunos sendo que, a sua potencialidade como ferramenta de trabalho extravasa o contexto da sala de aula, como de resto, é observado por Kathleen Pinkman no seu texto;

" a blog is an easy to maintain online journal that can provide foreign language learners a venue in which they can reflect, comment, question, review, and communicate—outside the classroom in an authentic environment."

Esse mesma linha de pensamento é acentuada no texto de Ken Fujiuitsu descrevendo os blogues como, "a simple venue to allow students to publish(...) scholarly level writing but it does get them into the habit of publishing their ideas" .

A 'Blogosfera´constitui, deste modo, hoje em dia, um espaço infidável de troca de experiência e saberes no qual se destacam o aparecimento de redes sociais como o My Space ou o Facebook. Os blogues permitem, de igual modo, a conjugação em atmosfera criativa, de imensos recursos (audio- vídeo, etc) com resultados bastante estimulantes.

Nas experiências que tive com alunos em trabalhos na Internet verificou-se sempre uma boa adesão, desde que bem delimitadas as tarefas.
Em tempos realizei um trabalho com alunos do 12º ano sobre o Ebonics, com recurso à Internet, o que permitiu dados muito curiosos e registou uma participação dos alunos muito empenhada.

A exploração de vários tópicos e conteúdos gramaticais através dos blogues é algo que pode ser bastante profícuo para alunos professores, visto que permite estabelecer uma pesquisa em contexto criativo, podendo funcionar como um género de Anti-Grammar Grammar Book, que, em determinados ambientes pode ajudar a estabelecer um incentivo á pesquisa e aprendizagem . Dai que corrobore inteiramente a impressão dos diversos autores ao frisarem as possibilidades imensas de estimular os alunos na aprendizagem da língua inglesa.

Desta forma, creio podermos afirmar que a utilização dos blogues na sala de aula se afigura como uma ferramenta pedagógica de inegável valor, como referem os diversos autores. No entanto, esse é um processo que terá que ter em conta, (pensando na realidade do ensino em Portugal), as características de um modelo herdado, em grande parte, do início do século XX, mas também o perigo da desvalorização da sistematização de estruturas e conteúdos que correm o risco de ser secundarizados em face de certas perspectivas lúdicas do ensino. Se os blogues e os restantes espaços da Internet se afiguram essenciais nas aprendizagem da língua inglesa, até pela preponderância da mesma no cyberespaço, torna-se necessária uma reflexão profunda sobre as interacções e resultados efectivos das aprendizagens que não desvalorizem ou mesmo compromentam as qualificações das actuais e próximas gerações de alunos em quaisquer áreas do conhecimento e saber.

sábado, 24 de outubro de 2009

Boas vindas

Para troca de experiências envolvendo o ensino, a cultura( música, cinema, etc..)
Bemvindos
luis santos